Minha Tentativa de Linguagem Sobre o Rock Metal.
Julho/2019
Nunca fui admirador do estilo Metal, genero do rock. Sempre ouvi o som com téio.
Solos gigantes, bem agudos, com cantores de voz aguda sempre me pareceram um
som de fraqueza. Pelo contrario, sempre fui atraido pelo barulho turvo do hardrock,
as guitarras com distorções pesadas e o som da bateria me davam uma perspectiva
de realidade frente a fantasia, alegórica e tediosa, do metal.
No meu imaginário, enquanto o hard rock me dava uma sensação de pés no chão,
vida dura e ardua, sangue suor e vicios, o metal me levava por um mundo de ilusões,
uma barreira de acordes limpos e afinados, com distorções que não arranhavam meus ouvidos.
Enquanto o Hard Rock me jogava na cara que eu precisava olhar para a realidade de uma
perspectiva mais bruta, animal e selvagem(no sentido violento), o metal era um clamor
pelo mundo das ideias_quase narnia.
Pois bem, essa semana, quando voltava para cara depois de ir a igreja, me confessar, deparei-me
com um costume que tenho, ouvir uma musica varias e varias vezes, até cansar. A musica pop Portugal the man and feel it still, que mistura eletronico com guitarras e sintetizadores. Pois bem,
depois de ouvir essa musica quase o dia todo, resolvi olhar para minha playlist no spotfy e peguei
uma das poucas musicas do Iron Maiden que gosto, não pela musica mas pela história por trás dela.
Decidi tentar entender o que estava por de tras do estilo do metal, visto que o maiden é uma banda de metal, decidi contemplar aquela musica de maneira a entender o que eu, suburbano, operario(no sentido apolitico da palavra), poderia entender aqueles acordes. Eureca, consegui. Vislumbrei um modo rico, quase mitico, de contemplar o metal, o que antes me parecia uma fantasia para moças, mostrou-se uma contemplação da realidade de uma perspectiva mais rica.
Decidi interpretar as batidas da bateria como se fossem as inadequações da realidade. Como se em um mundo onde procuramos o belo e o moral, viesse a desordem_que é o mal, e cuspisse em nossa cara que somos criaturas vis, em um mundo vil. Por outro lado, as escalas é a contemplação do belo no emanente(neste mundo), que leva o homem ao transcendente. Alegoricamente é como um operario
buscando a beleza de contemplar a benevolencia do seu labor fosse lançado a cair no desespero ao
ver a mazela humana que é a selvageria e desapego espiritual do homem moderno, suburbano.
Aquilo foi como se caissem escamas dos meus olhos, em uma referencia ao ap. São Paulo, uma perspectiva que não só abarca e me da instrumentos para falar interpretar melhor o HeavyMetal,
diferencia-lo de maneira mais solida.Mas também abriu-me os olhos frente a realidade bela do metal.
Que não é uma espécie de apelo a fantasia, mas sim uma contemplação do belo no emanente, que pode(potencialidade) buscando o belo no emanente conseguir trazer a verdade por trás da verdade. Alcançar então o transcendente.
Dessa nova perspectiva, num maniqueismo grosseiro, o HeavyMetal torna-se uma visão animal e turva da realidade, enquanto o metal torna-se a contemplação possivel, no estilo, da realidade como
um todo. Todo um confronto do vil que se entranha no nosso imaginário contra o belo e sublime. A redenção frente a natureza morta.
Descobri essa perspectiva em julho de 2019, e acho que no contexto, pode me levar a interpretar de forma mais real, a musica do sec 20.
Nota: Este texto foi escrito sem edição.
Musicas referencia:
The Tropper Iron Maiden
Fear of the dark - Iron Maiden
Unforgiven - Metalica