terça-feira, 26 de novembro de 2019

Reflexão e cacos sobre a minha percepção da vida.

É impressionante como a nossa zona de percepção nos limita. Depois que vc percebe isso, toda "verdade" descoberta tem um gosto mais amargo.Talvez seja por minha falta de cultura, talvez eu esteja num lugar onde inadequado para mim. Talvez eu ainda esteja abrindo as fronteiras deste novo conhecimento.

A uns anos atrás, eu vivia num desconhecimento desta realidade. Para mim não chegava essa percepção, de que a minha verdade hoje pode não ser o ideal. Mas o que é o ideal?!Será que tenho as ferramentas certas para questionar as minhas impressões do que seja o ideal ou estou apenas passando por cima, substituindo impressões antigas por impressões novas.

Parece-me que não chego a essência disso tudo, parece que só consigo raspar a casca destes conceitos. Que ora me deixam feliz ora deixam-me triste. Ja tive medo de me aprofundar nessas zonas porque parecia que de alguma forma eu iria perder a minha fé em Deus e viver como um materialista.

De fato não tenho nenhum problema com a maneira que os materialistas levam suas vidas, acordam, dormem, vivem seus 50, 80 anos. São pessoas com beleza, não são loucos desvairados por prazer, que solapam tudo que acham bonito em nome de um prazer efêmero. Esse é um dos demônios que vejo no mal.É uma das coisas que percebo que me faz correr para o bem.

O mais estranho é que percebo tudo isso sem sucumbir a outro ato demoniaco, que é o suicidio. Para mim todos que são materialistas praticam o suicidio, mais cedo ou mais tarde. Lógico que isso é um limite da loucura. O homem chegar a conclusão de que tirar a propria vida é algo que me arrepia de uma maneira diferente. Me parece que todos nós estamos sujeitos a essa mudança de chave, podendo ela ser biológica ou apenas lógica, mental. Sinto-me ansioso ao perceber isso, essa probabilidade. Que por mais que seja objetivamente pequena, ainda sim é uma possibilidade silenciosa. Como um cancer que se move devagar no corpo de alguém_daí quando percebe, boom. Pancada.

Também temo um primo distante deste medo, que é a ideia fixa. É um erro da mente que paralisa.Achar que um demonio é maior do que ele realmente, dependendo de quanto poder vc atribui a ele é algo sinistro.Pode te levar para uma angustia paralizante sobre uma base imaginária.

Nossa, como somos fracos.Como somos frageis e desconhecedores de tudo...Até ontém eu tinha medo de aprender outro idioma porque parecia que tudo iria desmoronar._hoje, que aceitei o desafio,_adivinhem?!_É, não desmoronou. Tenho medo de ficar louco, mas não sei definir objetivamente o que é ser louco. Acho que toda nossa tentativa de definir algo objetivamente acaba parecendo poeira.

Hoje, pós 2013...após acender em mim uma esperança de entender a política ignorando as minhas circunstancias. Percebo que tudo isso foi também uma fuga dos meus problemas mais reais.Veja, digo mais reais e não de fato reais.Sim, acho que olhar a vida por um prisma de que só enxergamos os fenomenos é o mais correto e tudo o que se coloca contra isso são certezas de vidro, certezas que quebram. A ideia que tive de kant estava correta, por mais contraditória que pareça os resultados mostram que o sujeito estava certo.

Andei entre os filosofos medievais, até onde minhas circunstancias me permitiram entender. Tive que comer, sabe.Precisei operar algumas maquinas para pintar uma grana para o hoje e para acalmar a minha ansiedade de futuro...mas, é o que tenho. E preciso tagarelar.Mesmo que o mundo entre em ruinas, a pressão de não pintar um quadro para mostrar o que sinto, mesmo que seja para mim mesmo é mais forte.No fim, kant estava certo:_Não chegamos ao fenomeno.E o pior é que ao não chegarmos ao fenomeno, dizer que não chegamos ao fenomeno me parece uma baita incerteza.A maior certeza epistemológica que chegamos nos deixa certos de que até isso é incerto. Sendo honesto, até aqui eu vejo Deus. Sim, sou um animal crente, se Deus não chegasse a mim eu louvaria a uma pedra. ao sol ou ao vento...ou a um panteão.Qualquer coisa além das estrelas.

A vida é uma incerteza dos diabos, tão incerta que até a incerteza é incerta.

Entre outros locais que meu farol ignora ou não alcança, de memória digo: A vida vale a pena, nisso o ferreira gullart tinha razão. Me julguem, só não me matem por me julgar.Sei que posso ser um mal e um bem no tempo, mas vc também.

No fim de tudo, o que nos sobra é o sentido que damos as coisas.Que por uma confusão dos diabos, sabe-se lá se vou pensar isso mesmo até o fim de semana.Para o bem ou para o mal, o que não tem remédio, remediado está.E por não gostar de aparencias mais efemeras, buscarei as mais trancendentes nas estrelas. Porque embora esteticamente me pareça que exista um transcendente, também me parece que existe um abismo. E ao confundir o abismo com o que é transcendente, caimos no desespero cotidiano.


...Fim da transmissão...




Nenhum comentário:

Postar um comentário